Foi lançado na sexta-feira, 08/04, na Assembléia Legislativa da Bahia (ALB), o Prêmio Kátia Mattoso de História da Bahia, promovido pela Fundação Pedro Calmon / SecultBA, com apoio da ALB, que tem como finalidade premiar, anualmente, livros e trabalhos acadêmicos que abordem a história do estado. O Prêmio foi anunciado durante Sessão Especial proposta pelo deputado Zé Raimundo (PT), em homenagem à memória da historiadora Kátia Maria de Queiróz Mattoso, falecida em janeiro deste ano.
A solenidade, realizada na data em que a professora faria 80 anos, reuniu familiares, amigos como o ex-governador, Waldir Pires, e a presidente do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia (IGHB), Consuelo Pondé de Sena.
Entre aqueles que também homenagearam Katia Mattoso, estavam ex-alunos como os professores João José Reis, Antonio Fernando Guerreiro, Everton Sales e Ubiratan Castro de Araújo, diretor-geral da Fundação Pedro Calmon/SecultBA e idealizador da premiação. "Essa premiação é a melhor forma de mantermos viva a memória da professora Katia Mattoso e dar continuidade ao que ela mais gostava de fazer: estimular jovens pesquisadores interessados na história da Bahia", afirmou o historiador.
Durante a cerimônia foi assinado o protocolo de intenções acerca da premiação, entre a Fundação Pedro Calmon/SecultBA e a Assembleia Legislativa, representada pelo presidente, o deputado Marcelo Nilo. Podem concorrer ao Prêmio Kátia Mattoso de História da Bahia livros, teses ou dissertações, escritos em Língua Portuguesa, publicados ou defendidos até a data final das inscrições, que estarão abertas no período de 14 de outubro a 16 de dezembro de 2011.
As obras inscritas serão avaliadas por uma Comissão de seleção, composta por doutores em história, que analisarão os seguintes critérios: originalidade, erudição bibliográfica, rigor metodológico, esforço de pesquisa e criatividade narrativa. A premiação será dividida nas categorias, sendo R$ 20 mil para obra publicada, R$ 10 mil para tese de doutorado e R$ 5 mil para a dissertação de mestrado. Além disso, a Assembleia Legislativa da Bahia se encarregará da publicação dos trabalhos acadêmicos premiados.
Formação de pesquisadores - Cientista política e historiadora nascida na Grécia, Kátia Mattoso recebeu o título de Doutora Honoris Causa pela Universidade Federal da Bahia, em reconhecimento à sua contribuição aos estudos relacionados à história da Bahia. Sua atuação acadêmica foi responsável pela criação da cadeira de História do Brasil da Universidade de Paris-Sorbonne, da qual foi titular. Especializou-se em história econômica e social da Bahia, e história social da escravidão no Brasil, tendo produzido obras fundamentais como: ‘Ser Escravo no Brasil' (Brasiliense, 1982) e ‘Bahia Século XIX - Uma Província no Império' (Nova Fronteira, 1992), entre outras.
"Sua contribuição para os estudos históricos, especialmente na história social da escravidão no Brasil, foi inestimável", registrou o deputado Zé Raimundo, que também é Doutor em História e é professor licenciado da Universidade do Sudoeste Baiano, em Vitória da Conquista. Para Ubiratan Castro de Araújo Kátia Mattoso teve fundamental importância na formação de diversos professores e pesquisadores. "Ela formou toda uma geração de historiadores e professores estimulados a um olhar aprofundado para a Bahia. Essa premiação contribuirá para a continuidade dos esforços empreendidos pela professora para a história do nosso Estado".
Mais informações sobre o Prêmio Kátia Mattoso de História da Bahia poder ser obtidas no endereço: http://www.fpc.ba.gov.br/ ou pelo e-mail premiokatiamattoso@fpc.ba.gov.br.
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quinta-feira, 14 de abril de 2011
O BNDES apóia o cinema nacional desde 1995 por meio do Edital de Cinema
Correio Cinema nacional recebeu R$ 165 milhões do BNDES nos últimos cinco anos
Os desembolsos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para o setor cinematográfico brasileiro nos últimos cinco anos somam mais de R$ 165 milhões, segundo a gerente do Departamento de Cultura, Entretenimento e Turismo do banco (Decult), Patrícia Vieira. O banco cobre todos os elos da cadeia cinematográfica, desde a produção até a exibição.
O BNDES apoia o cinema nacional desde 1995 por meio do Edital de Cinema. No ano seguinte, criou um departamento específico para setores da economia da cultura, mudando o enfoque. “Deixou-se um pouco de lado a lógica do patrocínio para um apoio focado no desenvolvimento das cadeias produtivas da economia da cultura", explicou a gerente.
Um dos objetivos do Decult é a criação de instrumentos financeiros para o setor audiovisual. Além da linha de empréstimos normal, existem instrumentos de renda variável por meio do aporte direto às empresas e de participações acionárias pela subsidiária BNDES Participações (BNDESPar) e, também, por meio dos fundos de investimentos (Funcines). Outro mecanismo são os recursos não reembolsáveis para o setor.
Em 2007, o banco criou o Programa para o Desenvolvimento da Economia da Cultura (Procult) que, até novembro de 2009, era dedicado exclusivamente à cadeia produtiva do audiovisual. A partir dessa data, o programa se expandiu para diferentes segmentos da economia da cultura. O Procult abrange todos os segmentos relacionados ao cinema, como salas exibidoras, distribuição, produção audiovisual e empresas prestadoras de serviços e de infraestrutura.
Patrícia Vieira afirmou que não há restrição orçamentária para apoio ao cinema nacional pelo BNDES. O orçamento do Procult até 2012 é de R$ 1 bilhão. Para o apoio à produção no Edital de Cinema os recursos são de R$ 12 milhões por ano. No caso dos Funcines, os recursos chegam a R$ 50 milhões por ano. No ano passado, a linha de financiamento do Procult teve desembolsos de R$ 20 milhões.
Em parceria com a Agência Nacional do Cinema (Ancine), o banco estruturou em 2010 o programa Cinema Perto de Você. “É um programa que tem condições financeiras muito favoráveis e está voltado para estimular a criação de salas de cinemas em cidades carentes de salas de exibição."
O Procult já financiava a abertura de salas de cinema desde 2006, mas segundo Patricia Vieira o novo programa veio se somar a ele, com foco na descentralização e expansão do parque exibidor. O Cinema Perto de Você tem até o momento dois projetos aprovados no Rio de Janeiro.
Outros cinco projetos estão em diferentes estágios no banco, envolvendo a abertura de salas de cinema também em São Paulo e no Sul do país. A expectativa, entretanto, é que o programa se estenda para as regiões Norte e Nordeste para atender as comunidades carentes. As informações são da Agência Brasil.
Os desembolsos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para o setor cinematográfico brasileiro nos últimos cinco anos somam mais de R$ 165 milhões, segundo a gerente do Departamento de Cultura, Entretenimento e Turismo do banco (Decult), Patrícia Vieira. O banco cobre todos os elos da cadeia cinematográfica, desde a produção até a exibição.
O BNDES apoia o cinema nacional desde 1995 por meio do Edital de Cinema. No ano seguinte, criou um departamento específico para setores da economia da cultura, mudando o enfoque. “Deixou-se um pouco de lado a lógica do patrocínio para um apoio focado no desenvolvimento das cadeias produtivas da economia da cultura", explicou a gerente.
Um dos objetivos do Decult é a criação de instrumentos financeiros para o setor audiovisual. Além da linha de empréstimos normal, existem instrumentos de renda variável por meio do aporte direto às empresas e de participações acionárias pela subsidiária BNDES Participações (BNDESPar) e, também, por meio dos fundos de investimentos (Funcines). Outro mecanismo são os recursos não reembolsáveis para o setor.
Em 2007, o banco criou o Programa para o Desenvolvimento da Economia da Cultura (Procult) que, até novembro de 2009, era dedicado exclusivamente à cadeia produtiva do audiovisual. A partir dessa data, o programa se expandiu para diferentes segmentos da economia da cultura. O Procult abrange todos os segmentos relacionados ao cinema, como salas exibidoras, distribuição, produção audiovisual e empresas prestadoras de serviços e de infraestrutura.
Patrícia Vieira afirmou que não há restrição orçamentária para apoio ao cinema nacional pelo BNDES. O orçamento do Procult até 2012 é de R$ 1 bilhão. Para o apoio à produção no Edital de Cinema os recursos são de R$ 12 milhões por ano. No caso dos Funcines, os recursos chegam a R$ 50 milhões por ano. No ano passado, a linha de financiamento do Procult teve desembolsos de R$ 20 milhões.
Em parceria com a Agência Nacional do Cinema (Ancine), o banco estruturou em 2010 o programa Cinema Perto de Você. “É um programa que tem condições financeiras muito favoráveis e está voltado para estimular a criação de salas de cinemas em cidades carentes de salas de exibição."
O Procult já financiava a abertura de salas de cinema desde 2006, mas segundo Patricia Vieira o novo programa veio se somar a ele, com foco na descentralização e expansão do parque exibidor. O Cinema Perto de Você tem até o momento dois projetos aprovados no Rio de Janeiro.
Outros cinco projetos estão em diferentes estágios no banco, envolvendo a abertura de salas de cinema também em São Paulo e no Sul do país. A expectativa, entretanto, é que o programa se estenda para as regiões Norte e Nordeste para atender as comunidades carentes. As informações são da Agência Brasil.
Bahia Noticias ‘O País do Carnaval’ de Jorge Amado faz 80 anos
A primeira obra publicada pelo escritor baiano Jorge Amado (1912-2001) completa 80 anos neste sábado (9). "O País do Carnaval" foi relançado neste mês pela Companhia das Letras, em homenagem à obra do escritor, que publicou, ao longo de sua carreira, 45 livros, vendeu 20 milhões de exemplares no Brasil e foi traduzido em 55 países, onde, estima-se, tenha vendido 60 milhões de livros. Sua primeira obra foi produzida quando tinha apenas 18 anos de idade, quando estava engajado em sua militância comunista. Por isso, recebe críticas de que a obra seria excessivamente engajada, o que tornava os livros muito esquemáticos, fragilizando a composição.
Conforme constata matéria publicada no jornal Folha de S. Paulo, apesar do sucesso de público de suas obras, nunca foi reconhecido pelos críticos so meio acadêmico. "Em 35 anos de magistério, só conheci um professor que se ocupou dele. Também ignoro a existência de teses ou dissertações sobre sua obra. Caiu sobre ele aquele anátema do "não li e não gostei'", diz o crítico literário e membro da ABL (Academia Brasileira de Letras) Antônio Carlos Secchin.
Conforme constata matéria publicada no jornal Folha de S. Paulo, apesar do sucesso de público de suas obras, nunca foi reconhecido pelos críticos so meio acadêmico. "Em 35 anos de magistério, só conheci um professor que se ocupou dele. Também ignoro a existência de teses ou dissertações sobre sua obra. Caiu sobre ele aquele anátema do "não li e não gostei'", diz o crítico literário e membro da ABL (Academia Brasileira de Letras) Antônio Carlos Secchin.
Tribuna da Bahia Boa Terra - Ícone da cultura, Mestre Didi no museu
Os totens e as esculturas singulares do Mestre Didi foram definidos ontem como as peças da exposição inaugural do “Museu Nacional da Cultura Afro-brasileira”, no Palácio do Tesouro, do centro de Salvador. A decisão, que é noticia exclusiva da coluna, foi tomada numa reunião entre o artista plástico Emanoel Araújo, criador do Museu Afro Brasil, em São Paulo, e o presidente da Associação de Amigos da cultura Afro brasileira, José Carlos Capinam, que idealizou o Museu e é mais conhecido nacionalmente como um dos criadores do movimento “Tropicalista”.
Deoscoredes Maximiliano dos Santos, o Mestre Didi, é sacerdote e artista, e considerado uma lenda viva da cultura baiana e das religiões afro-brasileiras. Mais do que isto, aos 93 anos de idade, é identificado oficialmente como o mais antigo descendente do poderoso e guerreiro reino africano de Ketu. O seu status religioso é tão alto que o Mestre Didi não dá entrevistas. Só fala através de interlocutores.
Deoscoredes Maximiliano dos Santos, o Mestre Didi, é sacerdote e artista, e considerado uma lenda viva da cultura baiana e das religiões afro-brasileiras. Mais do que isto, aos 93 anos de idade, é identificado oficialmente como o mais antigo descendente do poderoso e guerreiro reino africano de Ketu. O seu status religioso é tão alto que o Mestre Didi não dá entrevistas. Só fala através de interlocutores.
Livro de Albino Ribin
VEÍCULO TÍTULO
A Tarde A mudança por meio de um conceito provoca um momento revolucionário
LEANDRO COLLING Professor adjunto da UFBA - É muito comum ouvirmos o argumento de que a “teoria” e os seus conceitos são uma coisa e a “prática” é outra. O novo livro do professor Albino Rubim e atual secretário da Cultura do Estado da Bahia prova o contrário.
Na obra As Políticas Culturais e o Governo Lula, Rubim mostra como a adoção de outro conceito de cultura provocou a possibilidade de um “momento revolucionário” no campo da cultura no Brasil. Para que a possibilidade se concretize plenamente, é necessário aprovar várias propostas pelo Congresso Nacional, a exemplo do aumento do orçamento do Ministério da Cultura para2%do orçamento do governo federal e a implantação integral do Sistema Nacional de Cultura.
Em um livro de fácil compreensão, visivelmente dirigido para um público amplo, Rubim traça um panorama das políticas culturais no Brasil desde os anos 30 do século 20 até os últimos anos do governo Lula. O secretário defende que da ausência, autoritarismo e instabilidades, passamos a ter uma efetiva política cultural. Depois de passar pelos primórdios, ele destaca como Sarney, com as leis de incentivo, fez com que a cultura tivesse que buscar os recursos no mercado e como Collor praticamente acabou coma área da cultura no seu governo.
Rubim vê vários problemas nessa concentração do financiamento da cultura nas leis de incentivo.
Um deles é que assim o Estado fica sem poder de intervenção na área. Essa característica se radicalizou nos governos tucanos. Com ironia, Rubim lembra que o intelectual FHC destinava de apenas 0,14% do orçamento nacional para a cultura, contra quase 1% de Lula.
Gilberto Gil e Juca Ferreira teriam agido no sentido de combater a visão neoliberal até então hegemônica. Mas algumas propostas do governo Lula ainda não foram aprovadas no Congresso, como a revisão das leis de incentivo, que faz com que, hoje, a renúncia fiscal gere 80% do dinheiro público destinado à cultura. É nesse momento que Rubim aponta os desafios que o governo Lula não conseguiu concluir. Ainda que o problema persista, Rubim destaca uma série de outros avanços, tais como a ampla discussão das políticas, o fato de o Estado ter passado a ser mais ativo na área e, em especial, a ampliação do conceito de cultura, que gerou investimentos para além das artes e patrimônio material.
Para Rubim, o tombamento de patrimônios imateriais, a valorização das culturas indígenas, afro-brasileiras e demais culturas populares, assim como os editais para a produção de jogos eletrônicos e uma nova política para o setor do audiovisual só foram realizadas em função dessa ampliação do conceito.
O autor destaca a importância dos pontos de cultura, “uma das atividades mais inovadoras empreendidas no governo Lula”.
Mas a ampliação do conceito também trouxe problemas.
Um deles é a dificuldade do governo em lidar com os “tradicionais” produtores da cultura.
Desafio que ele próprio deve enfrentar aqui na Bahia.
A Tarde A mudança por meio de um conceito provoca um momento revolucionário
LEANDRO COLLING Professor adjunto da UFBA - É muito comum ouvirmos o argumento de que a “teoria” e os seus conceitos são uma coisa e a “prática” é outra. O novo livro do professor Albino Rubim e atual secretário da Cultura do Estado da Bahia prova o contrário.
Na obra As Políticas Culturais e o Governo Lula, Rubim mostra como a adoção de outro conceito de cultura provocou a possibilidade de um “momento revolucionário” no campo da cultura no Brasil. Para que a possibilidade se concretize plenamente, é necessário aprovar várias propostas pelo Congresso Nacional, a exemplo do aumento do orçamento do Ministério da Cultura para2%do orçamento do governo federal e a implantação integral do Sistema Nacional de Cultura.
Em um livro de fácil compreensão, visivelmente dirigido para um público amplo, Rubim traça um panorama das políticas culturais no Brasil desde os anos 30 do século 20 até os últimos anos do governo Lula. O secretário defende que da ausência, autoritarismo e instabilidades, passamos a ter uma efetiva política cultural. Depois de passar pelos primórdios, ele destaca como Sarney, com as leis de incentivo, fez com que a cultura tivesse que buscar os recursos no mercado e como Collor praticamente acabou coma área da cultura no seu governo.
Rubim vê vários problemas nessa concentração do financiamento da cultura nas leis de incentivo.
Um deles é que assim o Estado fica sem poder de intervenção na área. Essa característica se radicalizou nos governos tucanos. Com ironia, Rubim lembra que o intelectual FHC destinava de apenas 0,14% do orçamento nacional para a cultura, contra quase 1% de Lula.
Gilberto Gil e Juca Ferreira teriam agido no sentido de combater a visão neoliberal até então hegemônica. Mas algumas propostas do governo Lula ainda não foram aprovadas no Congresso, como a revisão das leis de incentivo, que faz com que, hoje, a renúncia fiscal gere 80% do dinheiro público destinado à cultura. É nesse momento que Rubim aponta os desafios que o governo Lula não conseguiu concluir. Ainda que o problema persista, Rubim destaca uma série de outros avanços, tais como a ampla discussão das políticas, o fato de o Estado ter passado a ser mais ativo na área e, em especial, a ampliação do conceito de cultura, que gerou investimentos para além das artes e patrimônio material.
Para Rubim, o tombamento de patrimônios imateriais, a valorização das culturas indígenas, afro-brasileiras e demais culturas populares, assim como os editais para a produção de jogos eletrônicos e uma nova política para o setor do audiovisual só foram realizadas em função dessa ampliação do conceito.
O autor destaca a importância dos pontos de cultura, “uma das atividades mais inovadoras empreendidas no governo Lula”.
Mas a ampliação do conceito também trouxe problemas.
Um deles é a dificuldade do governo em lidar com os “tradicionais” produtores da cultura.
Desafio que ele próprio deve enfrentar aqui na Bahia.
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