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sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Fórum de Dirigentes Municipais de Cultura da Bahia comemora novo momento com a criação da ADIMCBA



O Fórum ganhou personalidade jurídica e passou a ser reconhecido também como Associação dos Dirigentes Municipais de Cultura da Bahia.

O Fórum de Dirigentes Municipais de Cultura da Bahia vive um novo e importante momento desde a sua criação em 2007. O Fórum que ganhou personalidade jurídica no segundo semestre de 2010 e atualmente responde também pela nomenclatura “Associação dos Dirigentes Municipais de Cultura da Bahia”. A Associação continua como articuladora para políticas em Cultura, mantendo um diálogo entre os municípios, Estado e União.

A institucionalização do Fórum foi um passo importante para o fortalecimento da política de descentralização das ações propostas pela Secretaria de Cultura do Estado - SecultBA. Agora, como ADIMCBA, será possível firmar convênios, participar de editais e realizar um Plano de Trabalho nos Territórios, atendendo as demandas locais. Para isso, na diretoria executiva da ADIMCBA, que é formada por dez municípios, existe quatro coordenações: Livro e Memória; Comunicação; Patrimônio e Linguagens Artísticas. As demandas serão levantadas através do conselho territorial que é formado por um dirigente de cada território de identidade.

“Estimulados pelas novas políticas implantadas pela SecultBA, o dirigente municipal da pasta de cultura passou a sentir-se reconhecido e convidado a fazer parte da história. Encontros, cursos, conferências, diálogos, videoconferências e outras tantas redes sociais foram se estabelecendo, aproximando cada vez mais, município e Estado. Assim o Fórum se configurou como importante instância de articulação dos municípios na gestão da política da cultura”, afirma a presidente do Associação dos Dirigentes Municipais de Cultura da Bahia  e Diretora de Cultura de Ipirá, Normelita Oliveira.

Para ela, outro ponto importante de articulação da ADIMCBA, foi o estimulo às prefeituras municipais para a nomeação de dirigentes de cultura. Ela reconhece que desde 2007, o número de profissionais nomeados para a pasta vem crescendo gradativamente. No IV Encontro do Fórum que aconteceu em junho de 2010, em Salvador, 219 dirigentes municipais de cultura compareceram acompanhados de um decreto ou portaria de seus municípios. “O número de secretarias exclusivas para a cultura ainda é pequeno, mas, já existe um bom número de departamentos que na maioria das vezes fazem parte da Secretaria Municipal de Educação. Uma das metas do Fórum é fazer valer a proposta do Sistema Estadual de Cultura, onde todo município tenha um Sistema Municipal e um órgão específico para a gestão cultural”, explica a gestora.

Sistema Estadual de Cultura - Dos 417 municípios baianos, 349 celebraram Protocolos aderindo ao Sistema Estadual de Cultura e se comprometendo com a organização de sistemas municipais. Para viabilizar essa tarefa, a SecultBA, que já prestou assistência a 128 Prefeituras para criação de órgãos, conselhos e fundos, retomou o trabalho de consultoria técnica com a Universidade Federal da Bahia - UFBA para elaboração de planos de cultura. Uma cartilha de orientação foi distribuída e oficinas foram realizadas em três municípios.

O Perfil dos Municípios Brasileiros de 2009 indica que o percentual de secretarias municipais de cultura mais do que dobrou em relação a 2006, passando de 2,6% para 7,0% na Bahia. Com relação a Conselhos Municipais de Cultura foi constatada uma tendência de crescimento. Em 2006, na Bahia, 6,5% dos municípios tinha Conselhos de Cultura, proporção que atinge 11,5% em 2009.

“É notório que, até o ano de 2006, não havia nada de substancial no que se refere a uma articulação no setor cultural baiano. Foi a partir da criação da SecultBA como secretaria independente que se pôde vislumbrar um projeto cultural sólido, inteligente e articulado, partindo do princípio da descentralização dos recursos e da interiorização das ações”, completa Normelita Oliveira.

Atualmente, o ADIMCBA é integrante do Sistema Estadual de Cultura e do Conselho Gestor do Programa Mais Cultura do Ministério da Cultura.


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Assessoria de Comunicação
Secretaria de Cultura do Estado da Bahia

(71) 3103-4142 / 9983-5278


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Secretaria anuncia resultados dos editais Mais Cultura



Secretaria de Cultura do Estado, através da Fundação Pedro Calmon e Fundação Cultural do Estado da Bahia, publica resultado dos editais de Pontos de Leitura e Incentivo às Bibliotecas Comunitárias, e Cine Mais Cultura Bahia. Os editais são realizados em parceria com o Ministério da Cultura – MinC através do Programa Mais Cultura..

A Secretaria de Cultura do Estado da Bahia, através da Fundação Pedro Calmon e da Fundação Cultural do Estado da Bahia, divulgou os resultados dos editais do Programa Mais Cultura, em parceria com o Ministério da Cultura - MinC.

O Prêmio Mais Cultura de Pontos de Leitura recebeu um total de 252 inscrições, dos quais 157 foram selecionados. Cada premiado receberá o apoio no valor de R$ 20 mil (vinte mil reais), totalizando um investimento de mais de R$ 3 milhões de reais. O prêmio é destinado a pessoas físicas e jurídicas, sem fins lucrativos, com comprovada experiência e atuação há pelo menos um ano, com propostas culturais, sociais e/ou educacionais relacionadas ao fortalecimento, estímulo e fomento da leitura no Brasil, conforme os objetivos do Programa Mais Cultura do MinC. Veja os selecionados clicando aqui.

Já no Prêmio Mais Cultura de Bibliotecas Comunitárias teve 80 inscrições, das quais o edital premiará 23 (vinte e três) instituições que atuam como Bibliotecas Comunitárias, cujas ações de fortalecimento, estimulem o fomento da leitura. Cada instituição selecionada receberá o prêmio no valor de R$ 50 mil (cinquenta mil reais), totalizando um investimento de R$ 1.150.000,00 (um milhão e cento e cinqüenta mil reais). Para acessar este resultado clique aqui.




TERRITÓRIO 25 - PIEMONTE NORTE DO ITAPICURU
Projetos contemplados
Nº Proc. Proponente                                                                             Município            Nota

17 Centro de Cultura e Assistência Social da Paróquia                           Jaguarari             6,60
69Associação Comunitária Quilombola do Povoado de São Tomé   Cpo. Formoso          6,23 

Não houve suplentes

Lançado em 21 de maio e encerrado em 16 de agosto deste ano, o edital Cine Mais Cultura Bahia registrou um número total de 104 propostas inscritas. Foram contemplados 60 projetos, oriundos de 22 Territórios de Identidade da Bahia, alcançando 55 cidades diferentes em todo o estado, numa efetiva descentralização do fomento público. Para acessar este resultado clique aqui.

Voltado a entidades privadas sem fins lucrativos para a formalização de ações de exibição de obras audiovisuais e de formação de público, o edital, em parceria com a Sociedade Amigos da Cinemateca – SAC vai viabilizar a constituição de cines. Os projetos selecionados vão ganhar kit de projeção digital (telão, projetor, sistema de som, DVD player e microfone sem fio), filmes e vídeos brasileiros em DVD, além da capacitação para dois representantes de cada proposta. Serão mais de R$ 900 mil investidos, sendo R$ 600 de mil de recursos federais através do MinC e mais R$ 300 mil de recursos estaduais, através da SecultBA.


Casos de sucesso do Cine Mais Cultura na Bahia
Na Biblioteca Central da Universidade Federal da Bahia (UFBA), no bairro de Ondina, em Salvador, toda quinta-feira tem sessão de cinema. Trata-se do projeto Quintas Inquietantes (www.quintasinquietantes.blogspot.com), realizado pela ONG Fórum Pró Cidadania, que também promove pautas no Terreiro do Afonjá – em São Gonçalo do Retiro, no Cineclube Iri-Ajo Idam – e na comunidade do Cassange, da periferia da cidade. Contemplada pelo Cine Mais Cultura 2006, em São Paulo, sendo a sede transferida em 2008 para Salvador, a ONG trabalha com questões de cidadania, meio ambiente, cultura e educação. Com o apoio do edital, as ações junto à comunidade foram potencializadas pelo acesso à arte cinematográfica. “A linguagem audiovisual é, no meu ponto de vista, a mais importante na discussão e reflexão das questões colocadas para qualquer grupo e para a comunidade em geral”, relata Elaine Rodrigues, presidente do Fórum Pró Cidadania. “Achamos extraordinária a iniciativa do MinC, da SecultBA e da FUNCEB em proporcionar mais uma edição do edital na Bahia”, conclui.

Um caso exemplar do interior da Bahia está no município de Itajuípe, através do trabalho da Associação dos Filhos e Amigos de Itajuípe (AFAI). Antes do edital, a AFAI já exibia filmes esporadicamente; ao ser contemplada pelo Cine Mais Cultura em 2009, foi montada uma ótima sala de cinema em um casarão, imóvel tombado, datado da década de 1920. A comunidade sugere filmes, que também são exibidos em sessões extras a pedido de escolas e entidades. “Vibramos quando tivemos conhecimento do edital Cine Mais Cultura. Era a oportunidade que esperávamos para o resgate do cinema, que, na nossa cidade, como em tantas outras, desapareceu na década de 1970. Para mim e tantos da minha geração, que tivemos na infância e adolescência a oportunidade de vivenciarmos o cinema, sabemos o quanto isto contribui para a formação das pessoas. Por isso reconhecemos a importância da iniciativa que faz chegar a todos os lugares o cinema, esta valiosa ferramenta de cultura, educação, informação e lazer”, comemora Maria da Luz Pinto Leite, coordenadora da AFAI.

Maiores informações:


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Assessoria de Comunicação
Secretaria de Cultura do Estado da Bahia
 (71) 3103-3440/ 3441/ 9983-5278

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

O cobiçado Prêmio Jabuti - Opinião


Ruy Espinheira Filho Escritor, pertence à Academia de Letras da Bahia refpoeta@terra.com.br
Ano após ano o Prêmio Jabuti, da Câmara Brasileira do Livro, foi crescendo em prestígio, transformando-se no Oscar nacional no campo das publicações. Conquistar um Jabuti era – e continua sendo – um reconhecimento maior. Recentemente, porém, o Grupo Record anunciou sua retirada da concorrência ao prêmio, devido ao método utilizado para a escolha do Livro do Ano em ficção e não-ficção.

Eu já vinha, há algum tempo, estranhando esse método, que libera uma votação geral, inclusive pela internet. Ora, concurso é concurso, implica julgamento de valor por pessoas preparadas para tal, nada a ver com eleições ao alcance de qualquer um. Então, com essa estranha abertura, é óbvio que estão sendo beneficiados os mais famosos. Muita gente que nunca leu os livros concorrentes (e às vezes nunca leu livro algum) pode enviar o seu voto e, assim, decidir uma escolha. É um erro, democratismo besta que só prejudica a produção cultural brasileira no mundo das publicações.

Não vou discutir os merecimentos de Chico Buarque, por exemplo, que é uma instituição – quase uma unanimidade – nacional.

Mas uma coisa é inegável: disputando o prêmio, sendo a eleição livre, ele leva grande vantagem. Porque muitos dos votos serão para o grande compositor, por pura e simples admiração. Creio, portanto, que a escolha do Livro do Ano deve ser submetida a uma comissão que tenha real preparo e independência para decidir.

Mas não só nessa categoria há problemas.

Sendo premiação de livros já publicados, com nome de autor na capa, cada vez pesa mais a fama do nome. Há autores que perdem, não pelo valor menor do livro, mas porque o outro freqüenta mais a mídia, é nome badalado – e às vezes tem poder na chamada República das Letras. É por isso que os prêmios a que se concorre compseudônimos acabam sendo os mais justos.

Mas os responsáveis já falam em providências para corrigir equívocos. E o grande Prêmio Jabuti continuará, certamente, com melhores comissões e escolhas feitas pelo valor mesmo da obra. É o que esperam os que se interessam pelo livro no Brasil

Documentário sobre Elza Soares entra em cartaz em Salvador


Pedro Fernandes - No início do documentário Elza, a cantora aparece em close na tela e nos conta a história de quando foi ao show de calouros no rádio apresentado pelo compositor Adoniran Barbosa, que, à sua entrada, lhe perguntou de que planeta ela tinha vindo.“Do planeta fome”, respondeu.

A história, que o musicólogo Ricardo Cravo Albin garante ser verídica, embora emblemática, já é bastante conhecida.

A cantora sempre acaba sendo solicitada a contá-la em alguma entrevista.

Essa abertura dá uma idéia do que será o resto do documentário dirigido por Izabel Jaguaribe e Ernesto Baldan, que estréia em Salvador amanhã. É uma colagem de depoimentos e digressões da própria Elza que trazem poucas informações inéditas sobre si mesma. Os duetos com personalidades da música brasileira, como Paulinho da Viola,Maria Bethânia e Caetano Veloso, são o grande trunfo da produção.

O violonista João de Aquino, a certa altura, diz que, para traduzir Elza Soares, é preciso entender seu canto, uma vez que a sua história ela conta como a mais triste ou a mais alegre, a depender da sua disposição.

Diante dessa justificativa o filme parece fugir da história da cantora e se excede nos depoimentos.

Sente-se falta de um trabalho maior de pesquisa e apuração, tanto de imagens como de fatos que marcaram sua carreira.

Sambista Outro desconforto vem do fato de o filme ora assumir que Elza é uma sambista, tanto nos depoimentos quanto nas músicas escolhidas para os duetos, ora assumir que ela está além da categorização.

Enquanto Caetano Veloso tenta uma análise que a desvincula da historiografia do samba e a põe como uma cantora versátil que se recusa a assumir um caminho ao qual estaria determinada, o documentário traz gente como o sociólogo Hermano Viana para teorizar sobre o gênero.

Apesar disso, o filme ainda tem seu valor documental ao deixar para a posteridade belos duetos, como Samba da Bênção, realizado com Maria Bethânia.

O que o prejudica é uma colagem e sobreposição de imagens de santos e velas que resultam um tanto cafona.No fim, é sempre bom ver Elza Soares em movimento. 8
Esse filme fala de Elza de forma sadia e gostosa, diz a artista
Antes da sessão de pré-estréia de Elza, que aconteceu na semana passada, a própria cantora compareceu ao Cine XIV para falar coma imprensa e com o público. Muito emocionada, ela agradeceu a homenagem que o filme lhe faz. “Esse filme fala de Elza de maneira sadia e gostosa. Fala da mulher de uma forma limpa”.

A cantora revelou que um dos momentos mais difíceis do processo de filmagem foi suportar as dores causadas pela diverticulite, que, na época, ainda não havia sido diagnosticada.

A cantora sofreu uma cirurgia por conta da doença em 2007.

“Achava que não veria esse documentário pronto. Sem querer ser durona, sou do tipo quando se corta não sangra, quando sangra não dói, quando dói não choro”, salientou.

A cantora falou ainda do novo CD com o violonista João de Aquino. Gravado apenas com voz e violão, o produção vai se chamar Arrepios. Ano que vem, um novo filme sobre a cantora deverá começar a ser rodado.

Elza foi convidada pelo Banco de Nordeste e pela Saladearte, que desenvolvem projeto voltado para o cinema nacional, com realização de oficinas e sessões de formação de plateia.

Premiação do filme O Céu sobre os Ombros consagra a obra de autor


O longa-metragem O Céu sobre os Ombros, do mineiro Sérgio Borges, foi o grande vencedor da 43ª edição do Festival de Brasília. Além do prêmio de melhor filme, a obra acumulou os troféus Candango de melhor direção, roteiro, montagem e ainda uma menção do júri ao trabalho dos atores-personagens.

A obra atropela as fronteiras da ficção e do documentário apresentando três personagens reais, encarnados por eles mesmos, não-atores que foram treinados para representar suas vidas na tela.

Num ano equilibrado, as láureas poderiam ter recaído também sobre Transeunte, de Erik Rocha, fita minimalista sobre os primeiros dias de um homem aposentado. A obra ganhou o troféu de melhor filme, segundo o júri da crítica, e ainda os prêmios de melhor som e melhor ator (Fernando Bezerra).

Amor?, de João Jardim, foi o melhor filme, segundo o público.

Enquanto que os experimentos de Os Residentes, de Tiago Mata Machado, renderam os prêmios de melhor fotografia, trilha sonora, melhor atriz (Melissa Dullius) e atriz coadjuvante (Simone Alcântara).

Curtas A lista de laureados se completou com os dois troféus de melhor direção de arte e ator coadjuvante( para Rikle Miranda)obtidos por Alegria, fita de Felipe Bragança e Marina Meliande.

Entre os curtas, o grande vencedor foi o documentário pernambucano Acercadacana, de Felipe Peres Calheiros.

Brasília vivenciou uma das mais vigorosas edições dos úlGlauber Rocha (1939-1981) timos anos de seu festival de cinema, com obras recheadas de pretensão criativa e muita expectativa em torno delas, graças a acertada opção do evento de continuar apostando no ineditismo das películas como critério de seleção.

Vazou O registro negativo da 43ª edição veio ocorrer no final de toda a edição, já na sessão de premiação, no Cine Brasília, na noite de anteontem. A lista de premiados da 43ª edição do Festival de Brasília “vazou” na internet antes do anúncio oficial, o que causou constrangimentos à cerimônia.

Passado todo o incidente, ficam os filmes, uma bela safra que vem por aí.

Videoconferência mostra diversidade cultural da Bahia contemporânea


O estudo Panorama da Diversidade Cultural da Bahia Contemporânea coordenado pela Secretaria de Planejamento do Estado da Bahia (Seplan), em parceria com a Secretaria de Cultura do Estado (Secult), tem como objetivo subsidiar a elaboração do Plano de Desenvolvimento Sustentável do Estado e publicar uma coletânea dos artigos elaborados por pesquisadores universitários.

Ao todo são sete macro-regiões do Estado, denominadas de ‘Manchas Culturais’, que estão sendo estudadas. O trabalho vai aprofundar o conhecimento sobre a formação das identidades culturais do conjunto de municípios que compõem cada Território de Identidade, conceito validado pelo Governo do Estado na gestão 2007-2010.

Também vai permitir ampliar a compreensão da diversidade cultural do território baiano decorrente das experiências históricas e socioeconômicas em sua expressão geográfica e ambiental, articuladas às dinâmicas nacionais e globais.

Cultura regional

Em um livre exercício de reordenamento espacial, as equipes das Secretarias de Cultura e de Planejamento definiram a organização de sete agrupamentos territoriais que serviram como ponto de partida para a contratação dos especialistas.

Estes agrupamentos, denominados pelo grupo de ‘Manchas Culturais’, foram organizados segundo o predomínio de características da cultura regional e a classificação dos Territórios de Identidade. Estão em processo de elaboração de estudo as seguintes manchas culturais baianas: Recôncavo, Grande Sertão, Chapada Diamantina, Oeste, Serra Geral, Região Cacaueira e Extremo Sul.

A videoconferência é uma produção da Secretaria de Cultura do Estado (Secult) em parceria com a Rede de Educação do Instituto Anísio Teixeira (IAT), e será realizada na próxima segunda-feira (6), das 9h às 12h. A transmissão é feita de forma presencial nas salas das Delegacias Regionais de Ensino (Direcs) ou pela internet no site para EAD da SEC , onde qualquer pessoa poderá ter acesso.

Nesta edição, que será a última realizada em 2010, estarão presentes representantes de universidades federal e estadual, além de representantes do Governo do Estado. Entre os presentes estão Gustavo Falcon, da Universidade Federal da Bahia (Ufba); Caio Adan e Erival Neves, da Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefes); Roberto Dantas, da Universidade Estadual da Bahia (Uneb); Carlota Gottchall, do Instituto de Radiodifusão Educativa da Bahia (Irdeb) e Benito Juncal, da Secretaria de Planejamento do Estado (Seplan).

Genaro de Carvalho Retrospectiva




Museu de Arte da Bahia
Genaro de Carvalho (1926-1971), um dos mais importantes artistas baianos e precursores do Modernismo no estado, finalmente ganha uma grande retrospectiva sobre sua obra no Museu de Arte da Bahia (MAB), no Corredor da Vitória, a partir de amanhã, às 19h.
A exposição Genaro de Carvalho – De Memória: uma Retrospectiva, que tem organização geral de Nair de Carvalho, curadoria de Alejandra Muñoz e realização da Secretaria de Cultura do Estado (Secult), através da Diretoria de Museus do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural do Estado da Bahia (Dimus/Ipac).
O objetivo não é apenas homenagear este grande artista, mas, principalmente, apresentar a obra de Genaro em toda a sua riqueza, para as novas gerações.
Reconhecido nacional e internacionalmente por suas pinturas, desenhos e murais, Genaro deu à tapeçaria um novo status, elevando-a à condição de obra de arte e tornando-se o fundador da moderna tapeçaria brasileira.  
Ele produziu ainda estampas, figurinos, sapatos, objetos de design e móveis, que, pela primeira vez, estarão ao lado de algumas das suas principais obras, montando um panorama completo de sua trajetória, com cerca de 70 peças em exposição até 13 de fevereiro de 2011.