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segunda-feira, 4 de julho de 2011

Legislação do Fundo de Cultura da Bahia também permitirá repasse Fundo a Fundo após alteração, diz Superintendente


Enfoqueculturalblogs


Durante videoconferência realizada hoje(30), em sala específica do Colégio Estadual Luis Eduardo Magalhães, que contou com  a presença de algumas pessoas interessadas em realizar projetos via linhas de apoio do Fundo de Cultura da Bahia, o Superintendente de Promoção Cultural da SecultBa, Carlos Paiva, revelou que a exemplo do Governo Federal, que pretende criar uma nova legislação para as políticas públicas culturais onde permitirá o repasse fundo a fundo, o Estado da Bahia também fará o mesmo.

Quando sancionada a nova legislação,  para que os municípios possam receber recursos fundo a fundo deverão está com seus conselhos de cultura devidamente criados e atuando, além de dispor de um Fundo Municipal de Cultura estruturado.

Paiva revelou ainda que, provavelmente, a partir do próximo ano, os projetos deverão ser propostos ao mecanismo público de fomento à Cultura baiana, via on-line, como já faz o MinC.
Alguns municípios baianos já avançam na criação dos seus Sistemas Municipais de Cultura.

Opinião - Políticas culturais e festas


A Tarde

Antonio Albino Canelas Rubim Secretário de Cultura do Estado da Bahia
Festas juninas, 2 de Julho, Boa Morte, Santa Bárbara, Natal, Réveillon, Lavagem do Bonfim, Iemanjá, carnavais, micaretas, Semana Santa, romarias, Corpus Christi e muitas outras festas animam nosso calendário. A festa e a Bahia têm relação umbilical. Não por acaso, somos tão admirados e criticados por esta quase simbiose. A festa parece fazer parte do DNA do baiano.
Mas a festa não é exclusividade baiana. Os brasileiros são encarados pelos estrangeiros como um povo festeiro. Em verdade, a festa é inerente e está presente em toda e qualquer sociedade humana. A modalidade, dimensão e motivo do festejo mudam, mas onde existe ser humano encontramos festa e comemoração. Em algumas sociedades, ela se apresenta de modo mais animado, vistoso, pulsante, vital. Este é o caso da Bahia.
Em sua diversidade, as festas expressam os imaginários e sentimentos de nações, povos, cidades, comunidades e indivíduos. Elas, como instantes extraordinários, alteram comportamentos, valores e rotinas da vida ordinária. A depender de sua potência, em vastas circunstâncias societárias, as festas produzem identidades marcantes. Enfim, as festas são fenômenos culturais fundamentais na história e na contemporaneidade.
De imediato, cabe uma pergunta básica: como as políticas culturais no Brasil e na Bahia têm tratado as festas? Em grande medida, as políticas culturais parecem desconhecer e desconsiderar as festas como dado cultural relevante. Assim, como as políticas culturais nacionais e estaduais tendem a abandonar as festas, muitas vezes elas ainda são assumidas pelos estados, brasileiro e baiano, como inscritas em outras políticas, algumas delas de forte teor clientelista e/ou mercantil. Tal postura provoca graves repercussões, prejudicando a realização e o desenvolvimento das festas, pois agridem sobremodo sua configuração cultural e lúdica.
Por certo, as festas são comemorações complexas e, por conseguinte, possuem múltiplas dimensões. Elas aglutinam, dentre outras, variáveis políticas, econômicas, sociais, espaciais, comunicacionais e lúdicas. Deste modo, elas podem ser capturadas por diversos tipos de política. Entretanto, as políticas culturais são aquelas que tomam as festas em toda sua complexidade e em seus aspectos mais essenciais, como expressão viva de um coletivo humano, demasiadamente humano.
Fundamental, portanto, um novo olhar e uma nova política para as festas. Uma atitude que não desconheça seus mais variados componentes, mas que tenha como horizonte preservar e promover o seu caráter cultural mais fundamental: a possibilidade de uma experiência, coletiva e individual, lúdica e singular, que expresse e mobilize corações e mentes.
O tema das festas no Brasil e na Bahia vem emergindo, recentemente, como relevante, seja na área dos estudos e pesquisas, seja no campo das políticas de cultura, ainda que este movimento possua tão somente um caráter embrionário. Tal atitude aponta para a superação de preconceitos, acadêmicos e estatais, com relação às festas. Eles bloqueavam a possibilidade de as comemorações serem tratadas a sério como acontecimentos dignos que exigem políticas culturais específicas. Por contraposição à visão preconceituosa, floresce uma nova disposição de encarar as festas e acolher toda a multiplicidade de fatores envolvidos nelas.
Os baianos e os brasileiros, que vivem as comemorações com prazer e entusiasmo, sabem que as festas dão muito trabalho. Elas exigem enorme esforço de organização. E só imaginar o que significa organizar carnavais ou festas juninas em termos de: atrações; desfiles; espaços urbanos; instalações; segurança pública; serviços de apoio, como saúde e limpeza, por exemplo; divulgação; acionamento de recursos, etc. Assim, as festas também produzem emprego e renda. Elas envolvem, portanto, uma multiplicidade apreciável de dimensões e interesses humanos.
A recente criação pela Secretaria Estadual de Cultura da Bahia do Centro de Culturas Populares e Identitárias acontece nesta perspectiva. O centro concentra toda formulação e ação da secretaria no âmbito das festas. Ele é um primeiro reconhecimento de que as festas, dada a relevância cultural, devem ter políticas culturais específicas.

Ação Cultural Petrobras/MinC 2011


Enfoqueculturalblog


O Ministério da Cultura e a Petrobras vão lançar nesta terça-feira, 5 de julho, no Rio de Janeiro, a edição 2011 da Ação Cultural Petrobras/MinC. Este ano, a parceria entre as duas instituições envolve o patrocínio de dez  iniciativas culturais, sendo seis editais e quatro projetos de diferentes segmentos, totalizando recursos de R$ 14,5 milhões. Os regulamentos de todas as seleções públicas serão divulgados posteriormente pelo MinC.

A ministra da Cultura, Ana de Hollanda, o secretário executivo do MinC, Vitor Ortiz, o gerente executivo de Comunicação Institucional da Petrobras, Wilson Santarosa, e a gerente de Patrocínios da Petrobras, Eliane Costa, estarão presentes na solenidade. O evento será realizado às 11h, no Teatro Rival Petrobras (Rua Álvaro Alvim 33/37, subsolo, Cinelândia).
Brasil Criativo
Um dos destaques da Ação Cultural Petrobras/MinC será o 1º Edital Brasil Criativo – Prêmio de Fomento a Micro-Empreendimentos, com valor de patrocínio de R$ 1 milhão. Iniciativa inédita do Ministério da Cultura, o edital visa desenvolver a sustentabilidade econômica dos empreendimentos a serem escolhidos dentre os projetos inscritos. Serão contemplados os 100 melhores trabalhos, abrangendo as cinco regiões do país. (MinC)

Seminário coloca o cinema em debate


A Tarde


Uma programação variada e intensa vai marcar o VII Seminário Internacional de Cinema/CineFuturo, de 25 a 30 de julho, em Salvador. 0 evento reunirá cineastas, produtores, professores, artistas, técnicos, estudantes e o público em geral no Teatro Castro Alves, Instituto Goethe e salas WaKer da Silveira e Alexandre Robatto. As inscrições para participar do seminário e do workshop Single Short Cinema devem ser feitas no site www.cinefuturo.com. br, onde é possível ter acesso à programação completa. A realização é da VPC Cinema vídeo com o patrocínio da Oi, Ministério da Cultura, Secretaria da Cultura do Estado da Bahia e Petrobras.


Arquivo Público da Bahia guarda história do Dois de Julho


IBahia

Os documentos da Independência do Brasil na Bahia retratam o período de 1820 a 1824


Neste sábado, 2 de Julho, a Bahia comemora 188 anos de Independência do domínio português, fato conquistado a partir de muitas batalhas para expulsar os colonizadores que insistiam em continuar em terras brasileiras. Toda essa história está disponível em diversos documentos no Arquivo Público da Bahia (APB).

A coleção de documentos intitulada INDEPENDÊNCIA DO BRASIL NA BAHIA: 1820-1824 está dividida em três partes: Catálogo de Documentos sobre a Bahia existentes na Biblioteca Nacional do Brasil; Catálogo de Documentos Manuscritos “Avulsos” da Capitania da Bahia, do Arquivo Ultramarino de Lisboa, eColeção Independência do Brasil na Bahia, custodiada pelo Arquivo Público da Bahia.

Além da pesquisa aberta ao público no Arquivo Público da Bahia, que funciona no bairro da Baixa de Quintas, todo esse conteúdo também poderá ser acessado por meio da Biblioteca Virtual Dois de Julho, disponível até o final do mês de julho.

O conjunto selecionado se constitui de documentos textuais, de tipologia diversa, tais como: apontamentos, atas, cartas, circulares, comunicações, deliberações, exposições de motivos, listas/relações, manifestos, mapas, notas, ofícios, ordens, pareceres, portarias, proclamações, representações, resoluções, entre outros.

As fontes documentais que compõem o Catálogo de Documentos Manuscritos “Avulsos” da Capitania da Bahia foram elaboradas no âmbito do Projeto Resgate de Documentação Histórica Barão do Rio Branco implantado em 1995. O projeto teve como finalidade resgatar, em arquivos estrangeiros, principalmente no Arquivo Histórico Ultramarino (AHU), em Lisboa, documentos que dizem respeito à vida das terras do Brasil, ao longo dos séculos XVI, XVII, XVIII e XIX (primeiras três décadas), enquanto vigorou o sistema de Capitanias Hereditárias.

Após o trabalho finalizado pelo Resgate, no AHU, a cópia microfilmada e digitalizada foi doada pelo Ministério da Cultura. São 293 rolos de microfilmes e 32 CD-ROMS. Dentre os 293 rolos, 19 contêm indicações sobre a Independência da Bahia, totalizando 489 verbetes.

Com informações da Fundação Pedro Calmon